terça-feira, 22 de dezembro de 2015

os burrros

Os burros
São úteis os dóceis burros
Uns bons animais de carga
Mas fechados nos seus curros
Não prestam eles pra nada.
Os burros de duas patas
Que só para carga servem
Andando sem arreatas
Carga e burros lá se perdem.
Neste mundo arremendado
De gente e burros a monte
Anda tudo muito misturado
Como água duma só fonte.
Os burros compram de tudo
Até as cartas de guiar
Se algum comprou um canudo
Não é nada de espantar !!
Ninguém fica doido de tanto estudar! É mais fácil ficar doido de tanto ser burro.

Os tempos mudaram

Como os tempos mudaram
O tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Bebi leite ao natural
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria

A minha barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com muita manteiga
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
por causa da obesidade
Não se pode comer massa
Mas eu comi sempre á vontade

comi ovo frito e ovo mole
Eu comi ovo à vontade
Hoje só falam em colesterol
ma que grande barbaridade

Vi o meu tio conduzir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag
Sem cinto de segurança
E eu no banco de trás
Fazia a maior festança
E
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado

Não tinha superdotado
Nem a dislexia e hiperactividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com um chapadão
E disso ninguém morria

Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca esteve á nossa beira

Para a gente era brincadeira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado

Meu Pai guardava o veneno
Sem chave e sem cadeado
Em um armário pequeno
sem ter qualquer cuidado
E nunca fui envenenado
Eu aboli todos os medos
Apostando umas carreiras
Sem usar cotoveleiras
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito uma atleta,
Capacete ou joelheiras

Tomava banho de mar
Na estação do verão
OTio Algerino nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeada
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão




Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha videocassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia
Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Minha mae nao se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar

Começava-se a trabalhar muito cedo
para os irmãos ajudar a criar
Tudo trabalhava sem medo
Agora é crime jovem a laborar

Porque hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança

A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje até sinto vontade
De ser criança outra vez...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Natall

MELHOR PRESENTE DE Natal

.Neste Natal, simplesmente,peça a Deus como presente,a Paz de que tanto necessitamos...Peça forças suficientes para melhor enfrentar as amarguras da vida... 

Peça claridade da luz, para melhor iluminar o caminho...Peça amor sincero, para melhor viver a vida...
Peça a suficiente sabedoria, para saber que sem Fé, a vida é vazia...Peça enfim que as guerras tenham fim,para que possamos assim,receber o melhor presente de Natal de nossa vida..e que o mundo seja um eterno Paraiso...