segunda-feira, 28 de março de 2011

A procissão

Ai que vou tão carregada
Com o peso do leitão
Com esta fogaça recheada
A rodar na procissão

As frutas dão cá um cheiro
Que a gula faz aguçar
Frango e chouriço caseiro
E bom vinho a acompanhar

Também leva um pão de ló
Feito pela minha mão
Receita da minha avó
Para manter a tradição!

Recordação da festa de Nossa Senhora dos Bons Caminhos em Regadas


sexta-feira, 25 de março de 2011

Dia do desabafo

Sempre fui impedida de extravasar meus sentimentos, sem expressão sem poder falar, mas um dia dei comigo a pensar, doa a quem doer mas eu tenho o direito de me expressar como desejar. Agora falo o que sinto o que me vai na alma, não me importa se é poesia, verso ou trova.

Somente falo ou escrevo o que sinto
O que me vem do peito e da alma
Podem ter a certeza que não minto
A poesia me deixa mais calma

Não poder extravasar é pior
Do que rachar o coração
Desabafo e fico bem melhor
A puxar pela imaginação!

Transmitir nos meus poemas amor
Não ter que engolir a alegria
Não me fechar na angústia e na dor
Escrever, cantar, ou fazer poesia!

E se o que escrevo não agrada
Então não me leiam por favor
O que publico, pode nem valer nada
Mas não posso interromper meu clamor

Finalmente posso-me orgulhar
A expressar o que me vai no peito
Nem que seja ao menos, sussurrar
Decerto que a isso tenho direito

Já senti muita falta de alguém
E calei quando devia falar
Já pensei que não era ninguém
Por não me poder identificar

Muitos sapos tenho engolido
Sem coragem para reclamar
Já vivi sem ter vivido
Isso eu posso afirmar

Tristezas não pagam dívidas
Diz o povo e tem razão
Por isso cantem comigo
para combater a solidão

Por agora vou terminar
Com esta demonstração
Para os idosos estou a cantar
para os ajudar a combater a solidão

domingo, 13 de março de 2011

Hallowen

Como a minha veia poética anda um pouco em baixo de forma, deixo-vos um poema que fiz pela altura do dia das bruxas.

Apresento-me como uma bruxa
Mas uma bruxa do bem
Quero amar e ser amada
Do jeito que me convém!

Quero muito neste dia
Ao meu Deus agradecer
Por me dar esta magia
Para este verso fazer!

Com a minha varinha de condão
Dou 1 toque de amor, e zás trás
Entro no vosso coração
Sou uma bruxinha de paz!

Voa a minha vassoura de capim
Voa e traz a minha ilusão
Vem pousar em meu jardim
Alegra o meu coração!

Venho dum sítio poderoso
Para encantar vosso dia
Com o meu anel precioso
Cantar-vos uma melodia!

Seja lá do jeito que for
Fada ou bruxa encantada
No meu coração só cabe amor
Sou uma bruxa muito amada!

E com estes poemas de simpatia
Do halloween encantado!
A todos desejo um bom dia
Diversão em todo o lado!

Como feiticeira que sou
Gostava de o mundo melhorar!
Com a minha varinha mágica
Poder a guerra acabar!


sexta-feira, 4 de março de 2011

Os meus antepassados!

Antigamente não havia a fartura de roupas e fatos que há hoje, as pessoas usavam as roupas mais velhas para o trabalho. Só se vestiam de lavado ao domingo ou em dias de festa. As roupas que tinham eram de flanela, chita, ou riscado, saragouça ou outros tecidos assim.
As mulheres usavam saias até aos pés, blusa de chita, aventais e lenços na cabeça, andavam descalças ou usavam tamancas, os homens vestiam calças de cotim ou saragoça e chapéu de aba larga. Nos pés usavam tamancos, botas ou andavam descalços, eram temos muito pobres, as crianças usavam as roupas dos irmãos mais velhos que normalmente eram feitos com restos de roupa dos pais.
Tenho orgulho de mostrar aqui a foto dos meus avós paternos e maternos vestidos com os respectivos trajes da época. Que bonito e ternurenta a história da sua caminhada .Apesar dos tempos rígidos e duros conseguiram dar luz à vida e criar os filhos com educação.
Souberam amar.. apesar desse sentimento ser muito subjectivo, ama-se de muitas maneiras.
Guardo-os com muito amor numa moldura muito especial, além de permanecerem sempre vivos no meu coração, pois graças a eles devo a minha existência, bem hajam queridos avós.





Consegui também arranjar uma foto do casamento dos meus pais que se realizou no dia 13 de Setembro de 1956, naquele tempo poucos eram os noivos que tinham posses para contratar um fotógrafo, mas segundo consegui apurar, o fotógrafo do casamento dos meus pais era o meu tio Albino, irmão gémeo da minha mãe que infelizmente já faleceu à 15 anos, graças a ele tenho em minha posse esta fotografia que para aquele tempo já era considerado um luxo, bem haja o meu tio Albino que também recordo com muita saudade.




terça-feira, 1 de março de 2011

Burro chico

Quando eu era criança
Ainda tenho na lembrança
O meu pai tinha um burrico
Ele era o nosso brinquedo
O nome dele era chico
Montávamos nele sem medo!

E quando chegava o domingo
Pra cachopada era uma alegria
Eu e o meu chico burrico
Toda a gente divertia
Vejam como ele era castiço
Aqui na fotografia!

Na altura do Carnaval
Coitado do pobre burro
Fosse por bem ou por mal
Corria com ele o Entrudo
Lá na terra não havia igual
O Chico valia tudo!

Mais tarde quando cresci
O burro passou a ser para mim
Um transporte de valor!
Passeava nele vaidosa
Como fosse num andor
Da Castanheira à Gestosa!