sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Bolota

 


Cai uma bolota,. Dá uma cambalhota. Cai na terra. E logo se enterra. Nasce um rebento. Apanha sol, chuva e vento.

Voltou a Renascer
o negócio da bolota
E um alimento nobre
Principalmente do pobre
Temos um país de Luz,
Que a todos nos seduz;
Que o mundo ilumina
E os estrangeiros fascina.
Fomos a vários países
E lá criamos raízes;
Trocamos saberes e culturas
E vivemos grandes aventuras!
Para sempre na memória,
Pela sua honrosa história;
Somos um povo de alegria
Com ótima gastronomia.
Todos gostam do nosso vinho
E o tratam com carinho;
Admiram as paisagens
Que inspiram muitas viagens.
A cortiça é conhecida
E nunca será esquecida;
Em rolhas ou objetos,
Faz parte de muitos projetos.
Conhecido pelo Fado,
Que é muito conceituado;
Portugal é um país,
Que a todos tem encantado!




domingo, 24 de novembro de 2024

Casa nas Regadas

 A minha casinha de campo

Tantos anos já passados
Era a casa dos meus sogros
É também dos meus cunhados!
Os irmãos se juntaram
Para a casinha pintar
Eu e a minha cunhada
Também fomos ajudar
Eu fiquei mais na lareira
A cozinhar que beleza
A Isabel trabalhadeira
Ficava mais na limpeza
Quando eu tirava a panela
E na mesa punha o comer
Tinha que gritar á janela
Ai que está a arrefecer
A casinha ficou alindada
Depois desta trabalheira
A Isabel foi para Lisboa
Eu vi para a castanheira
Cá estamos podem ver
Nesta casinha tão bela
As cunhadas instaladas
A espreitar da janela.

.

Medronho

 O Medronho!

Com flores branquinhas
este medronheiro
com muitas folhinhas
todo o ano inteiro.
Ê verde, amarelo
é fruto de sonho
redondo tão belo
vermelho o medronho.
sem folhas nem ramos
no cesto lá ponho
e juntos la vamos
apanhar medronho.
De encostas a pique
nos campos da serra
a tarde apanhei
Cá na minha terra
E o tempo passado
numa cura lenta
o mosto é dourado
enquanto fermenta.
aromas já lega
na dorna dormindo
no frio da adega
o março vem vindo.
Todas as reações:
Tu, Didia Henriques, Benilde Rosa e a 40 outras pessoas
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quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Cantinho da gestosa

Foi nos anos 60!
Parece mentira, mas é verdade 
Foi no século passado
Nasceram 18 crianças
Neste cantinho sagrado 

Muita miséria e pobreza 
Era uma sopinha e pão 
Mas podem ter a certeza 
Que havia educação 

E numa luta danada 
As vezes de quando em vez
Lembro de ser partilhada
Uma sardinha por três

Chegava ao fim da semana
Cozia se outra fornada
O resto tinha bolor 
Mas nunca sobrava nada

Lá iam eles para a escola
Descalços pelas estadas
Só levavam uma sacola 
Voltavam com as mãos calejadas 

Era a régua a trabalhar 
Nesses tempos de outrora
A arrear e a ensinar 
Era assim a D Aurora 

Estes cachopos se criaram 
Com sofrimento e dor 
Mas foi daqui que saíram
Homens mulheres de valor