domingo, 7 de abril de 2013

Fui ao lar


Quando possso vou ao lar 
alegra-me o coração 
os velhinhos visitar
aliviar-lhe a solidão

Gosto muito de os ver
muito mais de os fazer sorrir 
Não os posso ver sofrer
Precisam se divertir

Os anos que passaram a penar
Com isto nada tem comparação
Depois de muitos anos a sofrer
Merecem toda a nossa atenção.



Eu não temo a idade ou a velhice
temo sim o sofrimento e a solidão
a miseria de um velho é uma chatice
Muitos são desprezados sem razão




"Outrora, a velhice era uma dignidade; hoje, ela é um peso."
                                                     François chateaubriang

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia da mulher


A idade de uma mulher não quer dizer nada. Afinal, os melhores acordes vêm dos violinos mais antigos…

Eu sou um pouco de tudo
Prisão, liberdade, um vulcão
Sou mulher e senhora
De sentimentos e do coração


Mulher….

Em ti todo o mundo gira
Em ti o mundo passa
Sem ti o mundo expira
Sem ti a vida não tem graça

O homem é a mais elevadas das Criaturas
A mulher é o mais sublime dos ideais
O homem é o cérebro
A mulher é o coração. 
O cérebro fabrica a luz 
O coração, o amor
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence
As lágrimas comovem o Homem



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A Sagrada Familia


O conjunto das imagens de S. José, Nossa Senhora e Menino Jesus está dentro de oratório portátil, uma espécie de caixa-mala. A caixa tem uma pega no topo para um mais fácil transporte, duas portas que, abrindo-se mostram a Sagrada Família e fechando-se a protege. A Sagrada Família anda em constante viagem pelas ruas da Gestosa, visitando cada família. Cada pessoa recebe-a do vizinho que a tinha recebido antes, fica em casa durante algum tempo e, depois, passa-a ao vizinho seguinte. Ao ser recebida reza-se a oração da chegada. Antes de partir, reza-se a oração da abalada. Enquanto está em casa é alumiada com uma lâmpada de azeite - uma taça de azeite com a flor (eucarística) acesa - e é companhia e receptáculo das orações de cada um.


Há tradições que acabam 
Mas outras que se mantém
Esta estava no outro dia
Na casa da minha Mãe

Tem uma velha sacola
Onde põe a esmola muita gente
Cada um dá o que pode
O Santo não é exigente



Carmicita e seu partner


Boa tarde meus senhores 
Vamos-nos apresentar
Viemos da Castanheira
Para vir aqui cantar

Vamos começar então
Esta nossa brincadeira
queremos dar animação
A esta gente hospitaleira

Não somos profissionais
Mas apenas amadores
Se alguma coisa falhar
Desculpem lá meus Senhores

Toda a nossa desgarrada
Pois só da memória sai
Está-me no sangue entranhada
Foi herança do meu Pai

Para cá fomos convidados
Não nos chamem de pateta
somos dois iniciados
temos veia de poeta

A minha mulher então
Nunca pode estar parada
Só lhe pede o coração
Pra cantar á desgarrada

Obrigados pelo carinho
Esperamos que tenham gostado
Um abraço e um beijinho
A todos muito obrigado



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Professor nos tempos de hoje



De manhã entra na sala
Com vontade de ensinar
Mas com tanta conversa fiada
Ninguém consegue escutar.

Tenta impor regras então
os alunos não querem saber
Em casa não lhes dão educação
Os professores tem muito que sofrer

Puxam pelo telemóvel a qualquer hora
Sem medo, infelizmente é verdade
Não vêem a hora de ir embora
Que futuro será desta mocidade?

E coitados dos professores
Vão chorando a sua sorte
Tão depressa estão no sul
Como podem mandá-los para o norte



Nossa terra Castanheira


Nossa terra Castanheira
Viemos pra te saudar
E vem à nossa maneira
Vamos contigo brincar

Mas que lindas avenidas
E estão iluminadas
Mas são tão compridas
Mais parecem auto-estradas

Ficamos também admirados
Com o novo centro hospitalar
Dizem para aí os revoltados
Que deu muito que falar

Os utentes chegam ao secretariado
Marcar a consulta, mas tem que pensar bem!
Se terão que ir ao médico a outro lado
Porque aqui.. só se for para o Ano que vem

Mas oh linda Castanheira
Perdoa nossas fofocas
Estás banhada à maneira
Pela linda Praia das Rocas

Teu novo trajo a rigor
Tens bordados de Pinhal
Para o traje dos neveiros
Riqueza do nosso Coentral

E o St António da Neve
É o meu querido Santinho
Sem esquecer o poço Corga
Tão belo e tão fresquinho

Ir de Castanheira a Góis
Vai ser verdade afinal
Mas levará tanto tempo
Como a estrada do Espinhal

Esta terra hospitaleira
Com seu jeito original
Mas vê lá se dá um jeito
De arranjar emprego para o pessoal

Oh meu rico São Domingos
Dá trabalho cá prá malta
Na fábrica ou no turismo
Que coragem não nos falta

Apesar de seres terra linda 
Com tantos beleza encantada
Se não deres trabalho aos jovens
Vais ficar desertificada
Minha querida terra amada!


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Quero lá saber


Hoje vou publicar um texto que encontrei na internet e cuja autoria desconheço, é um retrato do nosso triste país.


       Que dêem diplomas e haja cursos aldrabados
       Que me considerem reformado ou um excedentário?
       Que se financie cada vez mais a fundação do Mário
       Que se ilibe o Sócrates do processo
       Que não haja na democracia um só sucesso

       Eu quero lá saber
       Que o Sócrates já não finja que namora a Câncio
       Que o BCE se livre do pavão armado do Constâncio
       Que roubem multibancos com retroescavadora
       Que o Nascimento esburaque os processos à tesoura
       Que deixe até  de haver o feriado do 1º de Maio
       Que a tuberculose seja mesmo um tacho pró Sampaio
       Que em Bruxelas mamem muitos deputados
       Que o Guterres trate apenas dos refugiados
       Que a nós nos deixou bem entalados

       Eu quero lá saber
       Que ele vá a cento e sessenta e não preguem uma multa
       Que amanhã ilibem os aldrabões da face oculta
       Que o Godinho pese a sucata e abata a tara
       Que pra compensar mande uns robalos ao Vara
       Que o buraco da Madeira sobre também para mim
       Que a Merkl se esteja borrifando pró Jardim

       Eu quero lá saber
       Que a corja dos deputados só se levante ao meio-dia
       Que a "justiça" indemnize os pedófilos da Casa Pia
       Que não haja aumentos de salários nem digna concertação social
       Que os ministros e gestores ganhem muito e façam mal
       Que Guimarães este ano se mantenha a capital
       Que alguem compre gasolina na cidade de Elvas
       Que só abasteça o condutor do Dr. Relvas
       Que na Assembleia continuem  230 cretinos
       Que nas autarquias haja muitos Isaltinos
       Que o Álvaro por tu ai esse sim  hei-de eu vir a tratar
       Que se lixe o falar doce do grande actor Gaspar
       Que morram os pobres e os velhos portugueses
       Que eles querem é que fiquem só os alemães e os franceses

       Eu quero lá saber
       Que a justiça safe bem depressa o influente Duarte Lima
       Que o bancário Costa não volte a dormir na prisão
       Que o Cavaco chegue ao fim do mês sem um tostão
       Que na Procuradoria continue o Pinto Monteiro
       Que prós aldrabões tem sido um gajo porreiro
       Que os offsores andem a lavar dinheiro
       Que o BPN tenha sido gamado pelo Loureiro
       Que no BPP prescrevam os processos do Rendeiro
       Que à CEE presida um ex-maoista sacana e manhoso
       Que agora é o snob democrata Zé Manel Barroso
       Tudo isto já nada pra mim tem de anormal

       Mas o que eu quero mesmo saber
       é onde está o meu país chamado PORTUGAL
       que isto aqui é vilanagem pura, roubalheira, corrupção
       Meu Deus manda de novo o Marquês de Pombal
       antes que este povo inerte permita a destruição !!!

       Maria (pseudonimo, claro!)
       Funcionária  Pública