terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnaval

I
O carnaval está a chegar
O sangue começa-me a ferver
É quando posso extravazar
E as tristezas esquecer

II
Se tens alegria e dança
Cá estou para brincar
Neste tempo de festança
Vamos o Carnaval gozar!

III
No compasso do Carnaval
Disfarço-me em fantasia
P´ra mim é um festival
Em nome da poesia

IV
Mascarada com meus versos
A poetizar alegria
Escrevo nos meus disfarces
Poemas de euforia!

V
No carnaval até a poesia
Me dá mais inspiração
Faço versos de magia
Com ou sem educação

VI
Passo a noite a fazer versos
Bonecos e máscaras também
P'ra gozar o Carnaval
Que a correr, lá vem, lá vem

VII
Carnaval é euforia
Na avenida ou no salão
Escolhe-se uma fantasia
Assim se faz apresentação!

VIII
Um sorriso é uma máscara
Que a luz do sol irradia
Se vissem os meus Entrudos
São uma categoria!

IX
No carnaval da poesia
Nem é preciso sambar
Basta vestir a fantasia
E deixar a emoção falar

X
Samba, mulher e cachaça
Pouca roupa e fantasias
Vamos lá depressa passa
O Carnaval são 3 dias!

XI
Ó meu doce mascarado
Carnaval é diversão
Venham dançar a meu lado
Com boa disposição!




segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fado património mundial

I
De uma longa viagem
Dizem que veio um menino
Amigo da vadiagem
passageiro clandestino

II
Assim que chegou á barra
Soltou a sua garganta
E ao som duma Guitarra
Chorou como quem canta

III
Ele tem feições de mouro
De menino de ouro abandonado
Por lisboa cresceu á toa
Sofreu..e chama-se....Fado

IV
Há quem diga que esse fado
Nascido não sei aonde
É o fruto do pecado
Duma plebeia e de um Conde!

V
O fado veio até nós
Já o ouvi mais que uma vez
Porque ele canta a nossa voz
Sem sotaque, e em Português!

VI
Feliz de quem cantou o fado
De uma forma tão sentida
E o Abraçou com agrado
Ao menos uma vez na vida

VII
Bem hajam todos os fadistas
É assim que me vou despedir
Mesmo aqueles que já morreram
E os que ainda estão para vir

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Feliz ano novo


O Ano 2011 está mesmo a acabar
Vamos à procura de novas realizações
Desejo que o Ano novo que vai entrar
Traga esperança aos nossos corações

Ouça as palavras que sempre desejou ouvir
Pronuncie as frases que um dia desejou repetir
Sinta a emoção que sempre esperou sentir
Caminha pelos trilhos que sempre desejou seguir
Divida o caminho com quem sempre desejou repartir
Abraçe todos os amigos que sempre desejou reunir
Desejo-vos tudo isto do fundo do meu coração
Embarquem todos na viagem da boa disposição!




E em 2012 seja persistente nos seus sonhos, tenha a alegria de buscá-los e a felicidade de achá-los.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Comprei um burro

Estou farto de aumentos da gasolina. Vendi o carro e deixei de andar de transportes públicos, que também se aproveitam para aumentar os seus preços.
Coloquei uma manjedoura na garagem e comprei um BURRO. Em segunda mão, com a pelagem já um pouco ruça, mas que anda muito bem. Mesmo na sua mais louca velocidade não corro o risco de ficar sem a
carta. Aliás nem é preciso carta de condução, inspeção seguro ou selo das finanças. Arranjo sempre lugar para estacionar e nunca nenhum polícia da EMEL me incomodou por não lhe ter colocado na testa o bilhete do parquímetro. Anda sempre, mesmo quando já não tem fava na barriga. Nunca me deixou parado no meio de uma subida, obrigando-me a andar quilómetros para lhe ir buscar favas. Passei a chegar a horas ao emprego.
Não anda tão depressa como um carro, mas chega mais depressa. Rio-me dos engarrafamentos. O BURRO esgueira-se lindamente por entre os carros parados e por cima dos passeios, até sobe e desce escada, e é completamente ecológico,  não consome gasolina nem óleo, mas produtos inteiramente biológicos e degradáveis, como favas cenouras e cevada.
Quando o estaciono em jardims ou relvados, auto-abastece-se automaticamente, e o que sai pelo seu tubo de escape não polui o ar nem faz buracos no ozono, as suas bostas são do melhor fertilizante que há para a agricultura. O meu quintal tem produzido muito bem com este estrume, até os tomates deixaram de ser empedernidos, e tem outro sabor. Este inverno vou poupar na luz, pois o meu burrico é uma fonte de energia renovável.

Para combater a crise, façam como eu, comprem um burro!


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Chegou o Outono

Quando chega o Outono
Após as primeiras chuvadas!
Também nascem os tartulhos
Para fazer umas patuscadas!

Durante esta estação
É um prato muito apreciado!
Mas tem que se ter atenção
A apanhá-los, cuidado!

Encontram-se em bosques de pinheiros
Sejam tartulhos ou cogumelos!
Para serem verdadeiros
São quase todos amarelos

Tem muitas vitaminas
E poder medicinal!
Se forem bem cozinhados
Tem um Sabor divinal

Eles largam bastante água
Porque são criados na orvalhada
Podem comer-se com presunto
Ou mesmo carne Grelhada

Estes versos dos tartulhos
Deixam-me muita saudade
Lembram-me quando ia a eles
No Tempo da Mocidade!

Há uns que fazem doer
Falo deles que sou poeta
Uns dão-se ca mão fechada
E outros ca mão aberta!




Dia Mundial da Massa


Dia Mundial das massa
Também se vai celebrar
Esparguete, cuscus, pevides
Um nunca mais acabar

Estrelinhas, lasanhas, meadas
Todas são boas à mesa
Com refeiçoes equilibradas
Aconselha a “MILANEZA”

Produzidas a partir do trigo duro
As massa são um alimento natural
Ricas em hidratos de carbono
Comem-se e não fazem mal

Dá pra comer com legumes
Até com nabos ou grelos
cá em casa é costume
As massas com cotovelos

São fontes de vitaminas
acessiveis a qualquer carteira
Pra meninos e meninas
Comem-se de qualquer maneira!

É um óptimo ingrediente
E não engorda, atenção!
Seja fria ou seja quente
Sabe bem um Macarrão

Esparguete á bolonhesa
É o meu prato preferido
Uma fonte de riqueza
Pra amiga e pró amigo

Com esta vou terminar
Com uma certa graçinha
Se faltar massa nos bolsos
Que não falte na cozinha!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

São Martinho

Desde criança me lembro que o dia de S.Martinho era associado às castanhas e ao vinho.

Naquele tempo a vida era muito dura, os meus pais não tinham castanheiros, então eu e os meus irmãos íamos á serra ao rebusco das castanhas, que eram muito escassas, visto que havia muita procura, com muitas crianças na nossa situação sem dinheiro para as comprar, por esse motivo íamos roubá-las para não passarmos o S.Martinho sem o sabor duma castanhita. Com respeito ao vinho tínhamos da nossa colheita, muito embora em pequena quantidade, e para aumentar o depósito, lembro-me muito bem que o meu pai acrescentava com água, ficava cheio mas com pouca qualidade, chamava-se a tal famosa ”Água pé”... À noite depois de 1 pratinho de sopa comia-mos então umas castanhitas e um copito de água-pé, e assim comemorávamos o dia de S.Martinho... apesar de muitas privações posso dizer que éramos uma família feliz e muito unidos!

Não é à toa que diz o ditado, "No dia de S.Martinho vai à adega e prova o vinho."