sábado, 27 de julho de 2013

Fotografias e o seu valor

Eu adoro rever fotografias
é uma forma de relembrar
momentos que ficaram eternizados
E que um dia iremos recordar!

Nas fotos que a gente vê
vemos feio e bonito
è a imagem para quem lê
Aquilo que não está escrito

Há quem não ligue e ignore
e olham com indiferença
mas também há quem chore
recordando as de criança

Elas são marcas da vida
De bons de maus momentos
até da moçidade perdida
Que ficou em pensamentos

Tenho muitas fotos interessantes
Não me canso de as olhar
fazem recordar sonhos distantes
A revê-las chego  a chorar


E quando eu deste mundo partir
Podem faltar muitos anos ou até poucos dias
vou calma e tranquila, e tenho que admitir
Que deixo semeada a minha vida nas fotografias


segunda-feira, 13 de maio de 2013

A Luz Que Me Ilumina

Quando eu andava na escola ainda não havia lá em casa energia eléctrica, portanto a nossa iluminação era assegurada por um simples candeeiro a petróleo. Era com esta luz tão fraca que se jantava e se faziam os trabalhos da escola.

Mas o que eu queria mesmo partilhar, era como começou a minha paixão pela leitura e principalmente pela poesia. Na escola primária havia uma biblioteca, que se resumia a um armário envidraçado, com as portas fechadas mas que tinha livros infantis com com títulos apelativos. Fascinada eu olhava para dentro dos vidros desejando tê-los todos na minha mão, até que ganhei coragem e pedi à professora. Para meu espanto ela aceitou abrir as portas de vidro e emprestar-me o livro dos meus encantos. Era um livro grande de poesia. Li e reli encantada, e outros se seguiram que eu devorava ao serão à luz do tal dito candeeiro, chegava a adormecer com os livros na mão e os pés dormentes de frio.

Felizmente em 1969 com o andamento do progresso chegou a vez da minha aldeia usufruir da energia eléctrica  e a escuridão da noite, as lamparinas e candeeiros, o cheiro a petróleo ficará para sempre no passado e nas memórias da infância!

Devemos este milagre 
ao mais fértil inventor 
Thomas Edison, Génio da lampada
Bem haja este grande Senhor



domingo, 7 de abril de 2013

Fui ao lar


Quando possso vou ao lar 
alegra-me o coração 
os velhinhos visitar
aliviar-lhe a solidão

Gosto muito de os ver
muito mais de os fazer sorrir 
Não os posso ver sofrer
Precisam se divertir

Os anos que passaram a penar
Com isto nada tem comparação
Depois de muitos anos a sofrer
Merecem toda a nossa atenção.



Eu não temo a idade ou a velhice
temo sim o sofrimento e a solidão
a miseria de um velho é uma chatice
Muitos são desprezados sem razão




"Outrora, a velhice era uma dignidade; hoje, ela é um peso."
                                                     François chateaubriang

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia da mulher


A idade de uma mulher não quer dizer nada. Afinal, os melhores acordes vêm dos violinos mais antigos…

Eu sou um pouco de tudo
Prisão, liberdade, um vulcão
Sou mulher e senhora
De sentimentos e do coração


Mulher….

Em ti todo o mundo gira
Em ti o mundo passa
Sem ti o mundo expira
Sem ti a vida não tem graça

O homem é a mais elevadas das Criaturas
A mulher é o mais sublime dos ideais
O homem é o cérebro
A mulher é o coração. 
O cérebro fabrica a luz 
O coração, o amor
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence
As lágrimas comovem o Homem



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A Sagrada Familia


O conjunto das imagens de S. José, Nossa Senhora e Menino Jesus está dentro de oratório portátil, uma espécie de caixa-mala. A caixa tem uma pega no topo para um mais fácil transporte, duas portas que, abrindo-se mostram a Sagrada Família e fechando-se a protege. A Sagrada Família anda em constante viagem pelas ruas da Gestosa, visitando cada família. Cada pessoa recebe-a do vizinho que a tinha recebido antes, fica em casa durante algum tempo e, depois, passa-a ao vizinho seguinte. Ao ser recebida reza-se a oração da chegada. Antes de partir, reza-se a oração da abalada. Enquanto está em casa é alumiada com uma lâmpada de azeite - uma taça de azeite com a flor (eucarística) acesa - e é companhia e receptáculo das orações de cada um.


Há tradições que acabam 
Mas outras que se mantém
Esta estava no outro dia
Na casa da minha Mãe

Tem uma velha sacola
Onde põe a esmola muita gente
Cada um dá o que pode
O Santo não é exigente



Carmicita e seu partner


Boa tarde meus senhores 
Vamos-nos apresentar
Viemos da Castanheira
Para vir aqui cantar

Vamos começar então
Esta nossa brincadeira
queremos dar animação
A esta gente hospitaleira

Não somos profissionais
Mas apenas amadores
Se alguma coisa falhar
Desculpem lá meus Senhores

Toda a nossa desgarrada
Pois só da memória sai
Está-me no sangue entranhada
Foi herança do meu Pai

Para cá fomos convidados
Não nos chamem de pateta
somos dois iniciados
temos veia de poeta

A minha mulher então
Nunca pode estar parada
Só lhe pede o coração
Pra cantar á desgarrada

Obrigados pelo carinho
Esperamos que tenham gostado
Um abraço e um beijinho
A todos muito obrigado



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Professor nos tempos de hoje



De manhã entra na sala
Com vontade de ensinar
Mas com tanta conversa fiada
Ninguém consegue escutar.

Tenta impor regras então
os alunos não querem saber
Em casa não lhes dão educação
Os professores tem muito que sofrer

Puxam pelo telemóvel a qualquer hora
Sem medo, infelizmente é verdade
Não vêem a hora de ir embora
Que futuro será desta mocidade?

E coitados dos professores
Vão chorando a sua sorte
Tão depressa estão no sul
Como podem mandá-los para o norte