Logo cedo os baldes de lixo abarrotam. Há papel colorido, restos de pais natais rasgados por mãos apressadas, fitas de mil cores, laços desfeitos. Foi Natal!
Em casa, a mesa ainda tem o prato com as azevias que sobraram, o peru está coberto de papel de estanho e o pirex com o bacalhau ainda não foi lavado. Os brinquedos das crianças desarrumam a sala, o triciclo de cores fortes está estacionado mesmo no meio do corredor, e a vontade de fazer durar o Tempo Bom faz-se sentir. Foi Natal! Foi...Mas, acho eu, deseja-se ainda prolongar estes dias de paz, de família, de ilusão de não crise, de fuga ao real.
Em breve, acabou a festa e aí vem de novo as dificuldades do quotidiano, tentar escapar à crise, enfrentar os injustos e violentos aumentos. Então, as fitas serão outras: - Menos coloridas, sem laços, sem vestígios de festa ou de alegria...
É uma infelicidade viver
Num País que nem vale a pena sonhar
em que o próprio ministro sem escrúpulos
Manda os jovens licenciados emigrar!
É de facto de lamentar
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Com a doença aprendi
Aprendi que segurar as lágrimas não te faz mais forte. Deixar com que elas caiam em direcção ao coração, sim. Só quem é forte tem coragem o suficiente para mostrar quem é de verdade.
Aprendi que usar máscaras não te faz mais poderoso. Tirá-las do rosto, sim. Só quem é poderoso tem poder o suficiente para enfeitiçar as pessoas sem falsas expressões.
Aprendi que falar mal do outro não te faz maior. Não falar, sim. Só quem é grande entende que o silêncio pode ser o suficiente.
Aprendi que roupas não te fazem melhor. Olhar além delas, sim. Só quem é bom tem consciência o suficiente de que não se julga um livro pela capa.
Aprendi que dinheiro não te faz feliz. Humildade e simplicidade, sim. Só quem é rico de alma tem sabedoria o suficiente para entender que gargalhada não se compra.
Aprendi que ser orgulhoso não te faz Durão. Admitir, sim. Só quem é Durão tem carácter o suficiente para abaixar a cabeça e corrigir um erro.
Aprendi que ter fé não te faz ser um fraco alienado. A falta da mesma, sim. Só quem tem fé é forte e corajoso o suficiente para não desistir e seguir sempre em frente; poderoso e humilde o suficiente para escutar ironias à respeito de suas decisões; feliz e sincero o suficiente para errar, pedir perdão, corrigir e continuar sorrindo; maior e melhor o suficiente para entender que sem Deus não somos nada e que com Ele podemos tudo.
Aprendi até o impossível.
Aprendi que usar máscaras não te faz mais poderoso. Tirá-las do rosto, sim. Só quem é poderoso tem poder o suficiente para enfeitiçar as pessoas sem falsas expressões.
Aprendi que falar mal do outro não te faz maior. Não falar, sim. Só quem é grande entende que o silêncio pode ser o suficiente.
Aprendi que roupas não te fazem melhor. Olhar além delas, sim. Só quem é bom tem consciência o suficiente de que não se julga um livro pela capa.
Aprendi que dinheiro não te faz feliz. Humildade e simplicidade, sim. Só quem é rico de alma tem sabedoria o suficiente para entender que gargalhada não se compra.
Aprendi que ser orgulhoso não te faz Durão. Admitir, sim. Só quem é Durão tem carácter o suficiente para abaixar a cabeça e corrigir um erro.
Aprendi que ter fé não te faz ser um fraco alienado. A falta da mesma, sim. Só quem tem fé é forte e corajoso o suficiente para não desistir e seguir sempre em frente; poderoso e humilde o suficiente para escutar ironias à respeito de suas decisões; feliz e sincero o suficiente para errar, pedir perdão, corrigir e continuar sorrindo; maior e melhor o suficiente para entender que sem Deus não somos nada e que com Ele podemos tudo.
Aprendi até o impossível.
Retirado do site:
Senhor não me deixes ficar
Sem forças para me erguer do chão
Ajuda-me a caminhar
Sempre em tua direcção
As horas passam lentamente
Não sei que atitude tomar!
Ajuda-me a seguir em frente
E não me deixes parar
Sem forças para me erguer do chão
Ajuda-me a caminhar
Sempre em tua direcção
As horas passam lentamente
Não sei que atitude tomar!
Ajuda-me a seguir em frente
E não me deixes parar
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Meu Deus ajuda-me
A sofrer, sem magoar, seja quem for.
A progredir, sem perder a simplicidade.
A semear o bem, sem pensar no Amor...
A trabalhar, e a afastar a ociosidade
Senhor ensina-nos a orar, sem esquecer o trabalho.
A dar, a respeitar sem olhar a quem.
A servir, sem perguntar até quando...
a Respeitar e adorar o Pai e a Mae
Ajuda-nos a tratar os outros com humildade
A sofrer, sem magoar, seja quem for.
A progredir, sem perder a simplicidade.
A semear o bem, a dar carinho e amor
Senhor concede-nos trabalho
Para ganhar o pão de cada dia
Ensina-nos a falar, sem ferir sem magoar
A transmitir, paz, carinho e alegria
Aquele que trabalha é ditoso
Se deve sentir realizado
Ma se for homem ocioso
Nunca chega a nenhum lado
Não esqueça que o trabalho mata 3 males, o vício, a pobreza e o tédio!
A progredir, sem perder a simplicidade.
A semear o bem, sem pensar no Amor...
A trabalhar, e a afastar a ociosidade
Senhor ensina-nos a orar, sem esquecer o trabalho.
A dar, a respeitar sem olhar a quem.
A servir, sem perguntar até quando...
a Respeitar e adorar o Pai e a Mae
Ajuda-nos a tratar os outros com humildade
A sofrer, sem magoar, seja quem for.
A progredir, sem perder a simplicidade.
A semear o bem, a dar carinho e amor
Senhor concede-nos trabalho
Para ganhar o pão de cada dia
Ensina-nos a falar, sem ferir sem magoar
A transmitir, paz, carinho e alegria
Aquele que trabalha é ditoso
Se deve sentir realizado
Ma se for homem ocioso
Nunca chega a nenhum lado
Não esqueça que o trabalho mata 3 males, o vício, a pobreza e o tédio!
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Meu querido e amado computador
Tenho que aceitar que estou apaixonada
Por ti do fundo do meu coração
Bem sei que por ti não sou amada
Mas eu só quero que me mates a solidão
Estando eu alegre ou contente
Tu estás sempre ali ao lado
És bem mandado e obediente
mostras sempre bom agrado
Pensei que era amor passageiro
Há 3 anos que tive a sorte de te conhecer
Agora eu sinto que é um amor verdadeiro
Sem ti meu computadorzinho já não sei viver
Quando ficas doente eu ando ansiosa
Fico angustiada que nem sei explicar
Ando agitada, triste e nervosa
Só fico bem quando o médico te vem arranjar
E naquelas noite se insónias malvadas
És sempre tu o meu ombro amigo
Levanto-me da cama e desço as escadas
Ligo-te á ficha e desabafo contigo
Depois de muito falar contigo
De coração, de mente e alma
És o meu melhor antidepressivo
Volto para a cama muito mais calma
Há pessoas contra o computador
Pensam que ele nada faz
Mas ele é um Salvador
Traz ao seu operador
Carinho, muito amor e Paz
Eu já não vivo sem ele
Ele á a minha paixão
Um dia quando eu morrer
Vou levá-lo no caixão
Por ti do fundo do meu coração
Bem sei que por ti não sou amada
Mas eu só quero que me mates a solidão
Estando eu alegre ou contente
Tu estás sempre ali ao lado
És bem mandado e obediente
mostras sempre bom agrado
Pensei que era amor passageiro
Há 3 anos que tive a sorte de te conhecer
Agora eu sinto que é um amor verdadeiro
Sem ti meu computadorzinho já não sei viver
Quando ficas doente eu ando ansiosa
Fico angustiada que nem sei explicar
Ando agitada, triste e nervosa
Só fico bem quando o médico te vem arranjar
E naquelas noite se insónias malvadas
És sempre tu o meu ombro amigo
Levanto-me da cama e desço as escadas
Ligo-te á ficha e desabafo contigo
Depois de muito falar contigo
De coração, de mente e alma
És o meu melhor antidepressivo
Volto para a cama muito mais calma
Há pessoas contra o computador
Pensam que ele nada faz
Mas ele é um Salvador
Traz ao seu operador
Carinho, muito amor e Paz
Eu já não vivo sem ele
Ele á a minha paixão
Um dia quando eu morrer
Vou levá-lo no caixão
sábado, 27 de julho de 2013
Fotografias e o seu valor
Eu adoro rever fotografias
é uma forma de relembrar
momentos que ficaram eternizados
E que um dia iremos recordar!
Nas fotos que a gente vê
vemos feio e bonito
è a imagem para quem lê
Aquilo que não está escrito
Há quem não ligue e ignore
e olham com indiferença
mas também há quem chore
recordando as de criança
Elas são marcas da vida
De bons de maus momentos
até da moçidade perdida
Que ficou em pensamentos
Tenho muitas fotos interessantes
Não me canso de as olhar
fazem recordar sonhos distantes
A revê-las chego a chorar
E quando eu deste mundo partir
Podem faltar muitos anos ou até poucos dias
vou calma e tranquila, e tenho que admitir
Que deixo semeada a minha vida nas fotografias
é uma forma de relembrar
momentos que ficaram eternizados
E que um dia iremos recordar!
Nas fotos que a gente vê
vemos feio e bonito
è a imagem para quem lê
Aquilo que não está escrito
Há quem não ligue e ignore
e olham com indiferença
mas também há quem chore
recordando as de criança
Elas são marcas da vida
De bons de maus momentos
até da moçidade perdida
Que ficou em pensamentos
Tenho muitas fotos interessantes
Não me canso de as olhar
fazem recordar sonhos distantes
A revê-las chego a chorar
E quando eu deste mundo partir
Podem faltar muitos anos ou até poucos dias
vou calma e tranquila, e tenho que admitir
Que deixo semeada a minha vida nas fotografias
segunda-feira, 13 de maio de 2013
A Luz Que Me Ilumina
Quando eu andava na escola ainda não havia lá em casa energia eléctrica, portanto a nossa iluminação era assegurada por um simples candeeiro a petróleo. Era com esta luz tão fraca que se jantava e se faziam os trabalhos da escola.
Mas o que eu queria mesmo partilhar, era como começou a minha paixão pela leitura e principalmente pela poesia. Na escola primária havia uma biblioteca, que se resumia a um armário envidraçado, com as portas fechadas mas que tinha livros infantis com com títulos apelativos. Fascinada eu olhava para dentro dos vidros desejando tê-los todos na minha mão, até que ganhei coragem e pedi à professora. Para meu espanto ela aceitou abrir as portas de vidro e emprestar-me o livro dos meus encantos. Era um livro grande de poesia. Li e reli encantada, e outros se seguiram que eu devorava ao serão à luz do tal dito candeeiro, chegava a adormecer com os livros na mão e os pés dormentes de frio.
Felizmente em 1969 com o andamento do progresso chegou a vez da minha aldeia usufruir da energia eléctrica e a escuridão da noite, as lamparinas e candeeiros, o cheiro a petróleo ficará para sempre no passado e nas memórias da infância!
Devemos este milagre
ao mais fértil inventor
Thomas Edison, Génio da lampada
Bem haja este grande Senhor
domingo, 7 de abril de 2013
Fui ao lar
Quando possso vou ao lar
alegra-me o coração
os velhinhos visitar
aliviar-lhe a solidão
Gosto muito de os ver
muito mais de os fazer sorrir
Não os posso ver sofrer
Precisam se divertir
Os anos que passaram a penar
Com isto nada tem comparação
Depois de muitos anos a sofrer
Merecem toda a nossa atenção.
Eu não temo a idade ou a velhice
temo sim o sofrimento e a solidão
a miseria de um velho é uma chatice
Muitos são desprezados sem razão
"Outrora, a velhice era uma dignidade; hoje, ela é um peso."
François chateaubriang
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