sábado, 12 de julho de 2014

O Valor da água



Sou água cristalina que da terra brota
Minhas nascentes são preciosidades
Forma uma corrente na sua rota
Neste planeta que ainda é raridade

Pois outra vida não foi encontrada
Formando uma correnteza a fluir
Saciando a sede da humanidade
porque sem a água tudo se ia sumir

Sacia a sede das plantações
E hoje já se fala na sua extinção 
Esta fonte de vida para todas as Nacões
Cuidem das nascentes com alma e coração

Temos apenas um quarto de terra
de água neste planeta azulado 
A maior parte não se pode beber
Em muitos países é muito complicado

Nao esqueçam  que a água é muito importante
Só percebemos o valor  depois que a fonte secou
Quanto cai da cachoeira sob o sol radiante
A água cristalina que brilha como diamante

Água pura  cristalina brilhante 
olhar para ela é uma beleza 
Para  a nossa vida muito importante 
No mundo a maior maior Riqueza



Nossa linda Castanheira


Aproveitem o Verão
A abrir a Praia das rocas
Vale a pena a confusão
Com tantas caras larocas



Então a Castanheira
esboça um largo sorriso
Esta terra hospitaleira
Passa a ser um Paraíso



E também o poço Corga
É um sítio a visitar
Tem um parque de campismo
E paisagem de encantar



Temos uma linda ribeira
Que passa cá felizmente
Quer ela queira ou não queira
É riqueza desta gente



Farnel não precisam trazer
Façam férias à maneira
Não se podem esquecer
É de trazer a carteira!



Então venham apreciar
Boa comida à maneira
No Europa, no Gil, até no Lagar
ou até na Churrasqueira


 
Bifes, peixe ou feijoada
Com todos os condimentos
Até uma boa dobrada
Dou-vos os meus cumprimentos



E quando forem embora 
irão levar na memória
a linda praia das Rocas 
que fica na nossa história

Sejam bem vindos



quinta-feira, 10 de julho de 2014

As flores do meu canteiro


Minhas flores do canteiro
Vermelhas brancas e amarelas
são lindas e dão um bom cheiro
Eu as adoro e deliro a olhar para elas

Gosto de as ver a enfeitar
Na jarra e a casa a perfumar
Mas muito me custa cortá-las
E tirá-las do meu quintal

Rego-as todos os dias 
As minha flores idolatradas
Mas hoje veio uma chuvinha
E as flores ficaram regadas

Não há jardins sem flores, nem coração sem amor..
O que seria a vida, se não existisse o viver?
O que seriam as flores, se não existisse o florescer?
O que seria de nós e da noite se não houvesse o amanhecer!

Repara se tocares numa rosa com timidez 
Essa rosa irá machucar a tua mão
mas se a agarrares com firmeza
os seus espinhos se dobrarão!



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

É assim que o azeite finalmente vem parar ao prato

Meus amigos e amigas  
Uma surpresa tenho para dar 
Hoje fui ao lagar buscar o azeite 
Estava lá uma mãe Natal   

Apareceu ali sem contar 
Com um olhar tão formoso 
espalhou magia pelo ar 
naquele liquido tão precioso  

Disse o lagareiro, simpático 
Senhor tome lá esta bilha, aceite  
Publique lá no jornal, se faz favor 
que aqui se faz bom azeite  

E de facto naquele Lagar 
há um agradável cheirinho 
Dá gosto o azeite aparar 
tão limpido e amarelinho  

Tudo isto para vos dizer amiguinhos 
Que finalmente o trabalho acabou 
Fiquei com os potes cheinhos 
Mas bem caro me ficou  

O custo lá no lagar 
é um pouco exagerado 
Uma gripe para curar 
E o lombo todo machucado 


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

azeitona


Depois da azeitona colhida e junta, tem de ser limpa, separada das folhas e pedaços de rama , escolhe-se os pedaço de rama maiores sendo a folha retirada depois na máquina de limpar, uma pequena máquina portátil, custa cerca de 250€, é um investimento útil e necessário, embora também se possa fazer uma limpa manual, colocando a azeitona num monte, com uma pá, manda-se a azeitona para o ar, contra o vento, durante alguma distancia, para cima de uma outra manta cujos bordos tem de ser levantados cerca de 50 cm, podendo-se para o efeito utilizar as respectivas varas , apoiadas em algo, de modo a que a azeitona ao cair não "fuja" para fora da manta. As folhas e outras impurezas, sendo mais leves ficam pelo caminho, ficando a azeitona limpa, pronta a ensacar e transportar para o lagar.



E eu hoje desloquei-me ao lagar para ver se a azeitona que levei durante a semana já estava moída, infelizmente ainda não porque há muita gente na lista de espera.
Muitos lagares antigos encerraram, sobretudo depois da entrada na União Europeia e posteriores exigências higieno-sanitárias comunitárias impostas pela ASAE e em Castanheira havia muitos, actualmente só existe este situado no lugar do Bolo , num lugar altamente sofisticado com as mais altas tecnologias, e como podem ver cá estou eu no dito lagar a aprender a fazer azeite.


Natal no lar

Como andei muito atarefada com a Vindima, Azeitona e outros afazeres nunca mais fui ao lar.
Hoje como estive um pouco mais desafogada resolvi ir até lá, e fiquei muito feliz!

Sinto-me realizada e contente
quando alguém eu vou animar
até me esqueço que estou doente
Consigo muito bem disfarçar

Porque tristezas não pagam dívidas
Então aqui deixo ao meu alerta
Vão visitar os nossos queridos idosos
Que está sempre a porta aberta

Verão que não se arrependem
De algum tempo terem perdido
Esquecem-se-se até da crise
E a vossa vida tem mais sentido

E foi assim que aconteceu hoje no lar de S. José!


Natal

Logo cedo os baldes de lixo abarrotam. Há papel colorido, restos de pais natais rasgados por mãos apressadas, fitas de mil cores, laços desfeitos. Foi Natal!

Em casa, a mesa ainda tem o prato com as azevias que sobraram, o peru está coberto de papel de estanho e o pirex com o bacalhau ainda não foi lavado. Os brinquedos das crianças desarrumam a sala, o triciclo de cores fortes está estacionado mesmo no meio do corredor, e a vontade de fazer durar o Tempo Bom faz-se sentir. Foi Natal! Foi...Mas, acho eu, deseja-se ainda prolongar estes dias de paz, de família, de ilusão de não crise, de fuga ao real.
Em breve, acabou a festa e aí vem de novo as dificuldades do quotidiano, tentar escapar à crise, enfrentar os injustos e violentos aumentos. Então, as fitas serão outras: - Menos coloridas, sem laços, sem vestígios de festa ou de alegria...

É uma infelicidade viver
Num País que nem vale a pena sonhar
em que o próprio ministro sem escrúpulos
Manda os jovens licenciados emigrar!


É de facto de lamentar