terça-feira, 2 de outubro de 2012

Festa para os idosos na Santa Casa da Misericórdia


São momentos de emoção e alegria
Ver os idosos sorrir é gratificante
Parabéns os organizadores deste evento
Sem eles não seria possível este gesto importante

Eu não sou nenhuma santa
Tenho coisas más e boas
Mas esforço-me bastante
Por dar ânimo a estas pessoas

Sinto-me realizada e contente
Quando alguém vou animar
Até esqueço que estou doente
Consigo muito bem disfarçar

Porque tristezas não pagam dívidas
Então aqui deixo o meu alerta
Vão visitar os nossos queridos idosos
Que a porta está sempre aberta

Vão e levem um miminho
Não choram o tempo perdido
 Esquecem a crise por um bocadinho
E a vossa vida tem mais sentido

Com um pequeno gesto é possível fazer um idoso feliz!



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Um sorriso

Basta levar um sorriso e ir visitar os nossos queridos idosos ao lar, como eles ficam felizes com tão pouco.
 
Faça uma visita ao lar
E sorria com satisfação
Fica feliz de lá estar
E anima o seu coração


Eu felizmente consigo sorrir
E a minha dor disfarçar
Gosto de os outros fazer rir
Nem que tenha que me empalhaçar

Sorrio nas horas difíceis da vida
Quando por vezes sinto muita dor
Um dom que minha mãe me deu na barriga
E eu agradeço por isso ao meu Senhor

Sorrio quando o sol perde a luz
Mas ponho um sorriso mais disfarçado
Mas Deus sempre me conduz
E levo meu sorriso a muito lado

Então sorri e vai escondendo a dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que tu és sempre feliz!
 





terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vivi, amei, trabalhei, lutei, sonhei, porém nunca consegui alcançar os meus objectivos



Fiz de mim o que não soube, foi verdade
E o que podia fazer não o fiz
Ninguém me deu uma oportunidade
E o meu destino foi um pouco infeliz

Só sei que este haver entre mim e a vida
Aparece sempre uma sombra que me impede
Se tento falar o que penso minha boca fica ressequida
Engulo a saliva, no sabor da própria sede

Tenho a certeza que nasci com um sonho indeciso
Ensinar o bem e querer salvar o mundo
mas a vida para mim não foi esse Paraíso
Mas um chão do pobre e do vagabundo

Ninguém vê as minha lágrimas, mas choro
Por magicar e pensar que tudo me repele
Se não estou inspirada teimo em escrever
E os versos vão deslizando no papel

Sou poeta ignorada e vim ao mundo sem saber
Que vinha a ser aquilo que hoje sou
Faço coisas malucas, mesmo sem querer
Chego a perder o rumo, sem saber onde vou

vou dar fim a estas rimas, nem sei aquilo que são
faço muitas, e a escrever me confundo 
Sempre os faço de alma e de coração
Quando partir os deixo cá neste mundo

E vivam todos os poetas e escritores
É mesmo assim que me vou despedir
Para os que partiram os meus louvores
E sucesso para os que ainda estão para vir



Eu sou o Collini


O meu dono sempre foi meu amigo
Então eu sempre amigo dele
Sempre brincou comigo
E eu brincava também com ele.

De repente, não sei como, mas ficou meu inimigo
Meteu-me num saco e começou a andar
Pensei que fosse para me dar algum castigo
Mas infelizmente foi para me abandonar

Deixou-me na selva esquecido
Ainda tenho esperanças de ele voltar
Quando vir que estou ferido e perdido
Voltará para me abraçar

Mas esperei, esperei ninguém voltou,
Nunca mais fui procurado
Sozinho, e a sofrer muito estou
Agora sim sei, fui abandonado

Tenho fome, sede, e estou cansado
Dói-me o corpo, sinto-me doente,
Fui escorraçado, pontapeado e apedrejado
Fui maltratado por gente indecente

Mas um dia Deus se lembrou de mim e tudo mudou:

Alguém me acolheu e me tratou,
Apesar de estar manco doente e cego
À pessoa bondosa que me ajudou,
eu lhe agradeço, pois devolveu-me o meu ego.


quinta-feira, 22 de março de 2012

A primavera

Na segunda feira passada
A Primavera chegou finalmente
A estação mais perfumada
Que deixa a malta contente

Ela é caracterizada
Pela grande variedade de flor
Também é considerada
A estação do amor

Há fragância, jeito e graça
E o perfume paira no ar
Os jardins lá na praça
Convidam-nos a cheirar

É tudo mais colorido e bonito
Nesta formosa estação
Tudo tem um ar catita
Diz o povo e tem razão

A temperatura começa a subir
Vamos todos desfrutar
De um ar puro e perfumado
A qualidade de vida vai melhorar

É a estação que tem mais beleza
Para mim é a mais querida
Pinta toda a natureza
Assim como a nossa vida

As abelhinhass fazem o mel
E os passarinhos vivem a cantar
Cada um faz o seu papel
E assim vou terminar



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnaval

I
O carnaval está a chegar
O sangue começa-me a ferver
É quando posso extravazar
E as tristezas esquecer

II
Se tens alegria e dança
Cá estou para brincar
Neste tempo de festança
Vamos o Carnaval gozar!

III
No compasso do Carnaval
Disfarço-me em fantasia
P´ra mim é um festival
Em nome da poesia

IV
Mascarada com meus versos
A poetizar alegria
Escrevo nos meus disfarces
Poemas de euforia!

V
No carnaval até a poesia
Me dá mais inspiração
Faço versos de magia
Com ou sem educação

VI
Passo a noite a fazer versos
Bonecos e máscaras também
P'ra gozar o Carnaval
Que a correr, lá vem, lá vem

VII
Carnaval é euforia
Na avenida ou no salão
Escolhe-se uma fantasia
Assim se faz apresentação!

VIII
Um sorriso é uma máscara
Que a luz do sol irradia
Se vissem os meus Entrudos
São uma categoria!

IX
No carnaval da poesia
Nem é preciso sambar
Basta vestir a fantasia
E deixar a emoção falar

X
Samba, mulher e cachaça
Pouca roupa e fantasias
Vamos lá depressa passa
O Carnaval são 3 dias!

XI
Ó meu doce mascarado
Carnaval é diversão
Venham dançar a meu lado
Com boa disposição!




segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fado património mundial

I
De uma longa viagem
Dizem que veio um menino
Amigo da vadiagem
passageiro clandestino

II
Assim que chegou á barra
Soltou a sua garganta
E ao som duma Guitarra
Chorou como quem canta

III
Ele tem feições de mouro
De menino de ouro abandonado
Por lisboa cresceu á toa
Sofreu..e chama-se....Fado

IV
Há quem diga que esse fado
Nascido não sei aonde
É o fruto do pecado
Duma plebeia e de um Conde!

V
O fado veio até nós
Já o ouvi mais que uma vez
Porque ele canta a nossa voz
Sem sotaque, e em Português!

VI
Feliz de quem cantou o fado
De uma forma tão sentida
E o Abraçou com agrado
Ao menos uma vez na vida

VII
Bem hajam todos os fadistas
É assim que me vou despedir
Mesmo aqueles que já morreram
E os que ainda estão para vir